sexta-feira, 28 de abril de 2017

Eficiência Energética: Troca de motores como indutora de competitividade na indústria brasileira

Fonte: Procel Info 


* Por Pablo Borges Becker, diretor-executivo da CPFL Eficiência Energética S.A. e da CPFL 



Geração Distribuída S.ABrasil - Para manter a competitividade no contexto atual, que combina desaceleração da economia interna e maior concorrência global, investir em eficiência energética é um trunfo das indústrias para reduzir custos com energia, elevar a produtividade, reforçar o compromisso com a sustentabilidade e preparar a empresa para ganhar mercado quando a economia retomar seu ritmo de expansão. 

Com base em recursos subsidiados ou soluções desenhadas em parceria com empresas que atuam na área de eficiência energética, as indústrias podem modernizar seus parques fabris com motores de alto rendimento, com maior condutividade elétrica, vida útil maior, mais eficiência, menor consumo de energia e menos emissão de poluentes.

Atualmente, o setor industrial brasileiro consome cerca de 40% da energia elétrica do País, sendo que cerca de 70% disso é consumida por motores elétricos. 

Na prática, isso significa que os motores elétricos são responsáveis por aproximadamente 30% do consumo total de energia no Brasil. A idade dos equipamentos instalados no País, em média, de 17 anos, é o dobro da apurada em países desenvolvidos. 

O potencial de ganhos é enorme: até 2030, a indústria pode registrar desperdício energético de 29,4 TWh, sendo que 87% está ligado ao uso de motores elétricos, de acordo com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). 

Esse volume representa metade da potência da hidrelétrica Itaipu, a segunda maior do mundo.

A substituição de um motor tradicional por um IR-3, primeiro nível acima do rendimento mínimo, pode propiciar ganhos de 6% de eficiência, uma grande diferença em um momento de margens apertadas. 

Já práticas recorrentes, como o rebobinamento, adotado por empresas que não têm condições de adquirir motor novo após a queima do motor existente, podem provocar redução do rendimento de 1% a 5%. 

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) estima que as despesas com a energia elétrica representem 3,9% do custo total da produção industrial. 

Na análise do ciclo de vida de um motor elétrico de dez anos, o valor de aquisição representa apenas 2,5% dos desembolsos, enquanto a manutenção responde por 1,5%. 

O consumo de energia elétrica, por sua vez, representa 96%. Motores mais eficientes, além de reduzirem os gastos com energia, emitem menos poluentes, podendo gerar créditos de carbono quando esse mercado se consolidar.

Hoje, as indústrias que desejarem modernizar os motores instalados em suas linhas de montagem têm à disposição recursos competitivos de várias fontes para esse fim. 

Cabe ressaltar que, além de o custo de capital dessas opções ser inferior ao de mercado, a indústria não precisa obter esses recursos no setor financeiro, comprometendo seus limites de crédito com bancos comerciais. 

Empreendedores têm à sua mão soluções desenhadas com consultorias de energia, empresas de eficiência energética, linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou chamadas públicas de distribuidoras de energia. 

As Escos (Energy Services Company), empresas especializadas em projetos de eficiência energética, são um dos caminhos para viabilizar a modernização de motores e outros equipamentos, como chillers bombas e compressores. Seu escopo abrange diagnóstico, estruturação financeira, operação e manutenção, podendo em alguns casos, o investimento ser realizado com recursos da Esco, mediante análise de crédito.

Existem linhas do BNDES voltadas para a eficiência energética. Nas novas condições operacionais divulgadas no fim de 2016, a instituição manteve em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética, com custo de 100% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). 

Mesmo com as mudanças a serem implementadas no cálculo dessa linha, o crédito do BNDES deverá continuar competitiva. 

Por sua vez, os fabricantes de máquinas mantêm planos de troca de motores elétricos, nos quais concedem desconto de até 12% no valor de aquisição do novo motor na entrega do equipamento antigo.

Outra oportunidade são os incentivos concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que, em outubro de 2015, publicou um programa que estimula o setor industrial e comercial, por meio de um sistema de bônus, a implementar ações para redução da economia de energia elétrica. 

As concessionárias de distribuição concedem um bônus aos clientes para a aquisição de novos motores elétricos com o objetivo de desestimular o recondicionamento dos equipamentos avariados e, com isso, retirar de circulação modelos ineficientes por motores de alto rendimento energético, evitando o desperdício de energia.

Como podemos perceber, é ampla a gama de alternativas para modernização da força motriz de nossa indústria. 

A criatividade na modelagem de negócios e a construção de parcerias sólidas para a busca de soluções técnicas otimizadas são a chave para o sucesso na implementação de um programa de eficiência energética.

*Com informações da CPFL Energia 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Eficiência Energética: Até o final do ano, carros brasileiros terão etiqueta para orientar consumidores

Agência Brasil


Lançado há nove anos para orientar os consumidores na hora de comprar carros menos poluentes e mais econômicos, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular será concluído até o fim deste ano. 

O objetivo da etiqueta é informar aos compradores o grau de eficiência energética de cada veículo, cumprindo as determinações do Novo Ciclo de Política Automotiva, o Rota 2030.

Com as novas adesões, 100% dos veículos comercializados no Brasil serão incluídos no programa, abrangendo mais de 1000 modelos e versões.

Assim como estabelecido para produtos como eletrodomésticos, a etiqueta do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) informa o nível de eficiência dos carros com faixas coloridas que vão de A a E.

Além disso, o adesivo também trará dados sobre a emissão de gases poluentes, como hidrocarbonetos e monóxido de carbono.

As metas foram reforçadas nesta quarta-feira (26) durante o lançamento do 9º Ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, pelo ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No ano passado, a inclusão de novas categorias já havia alcançado todos os fabricantes.

Segundo o ministro Marcos Pereira, o programa incentiva as montadoras a pensarem mais na sustentabilidade dos veículos.

“Essas iniciativas têm por objetivo facilitar a vida do consumidor na hora de escolher o modelo e a marca do seu veículo, podendo considerar outros atributos, além do preço.

Em última instância, a medida acaba por estimular os fabricantes a investirem cada vez mais em novas tecnologias para ganhar competitividade, levando em conta a escolha consciente dos consumidores.”

De acordo com a Pasta, as regras são consideradas como as mais avançadas do mundo por desenvolverem programas de eficiência energética e uso racional de combustível.

Para consultar os modelos e classificações de cada automóvel, basta acessar o link.

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Nova etapa do Brasil Mais Produtivo terá foco em eficiência energética e tecnologia

                            Expansão do programa foi anunciada pelo ministro Marcos Pereira

Brasília – O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, anunciou hoje a expansão do programa Brasil Mais Produtivo, que completa um ano este mês. 

O programa começa agora uma nova etapa, com foco em eficiência energética e tecnologia. O B+P também avança em transparência, com lançamento de um novo portal.

“Trata-se de um salto qualitativo no processo produtivo da indústria. Queremos com esta ação elevar o patamar da produção nacional, para que as nossas empresas estejam em condições de competir no mercado interno e externo, operando com tecnologia de ponta”, afirmou o ministro. 

“Estamos correndo contra o tempo para elevar o padrão da indústria nacional aos melhores conceitos que existem no mundo”, completou.

O Brasil Mais Produtivo reúne um conjunto de ações que visam ampliar a produtividade das empresas participantes em pelo menos 20%, por meio da oferta de consultoria especializada a indústrias de pequeno e médio porte. 

Todo o processo produtivo da empresa participante é avaliado, com o objetivo de reduzir os desperdícios mais comuns. São melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto. Na primeira fase, o alvo foram três mil empresas.

“Constatamos nas 27 Unidades da Federação a média de 53% em aumento de produtividade nas empresas. Muito acima da meta que era de 20%. Mas há casos de melhora de 83%. 

A partir desses resultados, estamos seguros de que podemos avançar ainda mais. Estamos trabalhando para ampliar as empresas atendidas pelo Brasil Mais Produtivo de 3 mil para 5 mil”, informou o ministro.

Eficiência Energética

O Brasil Mais Produtivo passa a oferecer consultoria a empresas com foco em eficiência energética, buscando reduzir custos e desperdícios de energia no processo produtivo. 

Atualmente, o método a ser aplicado passa por testes, com 48 participantes. Com isso, o governo pretende aplicar de forma racional e eficiente os recursos do programa, após testar a metodologia. Para esta fase, o MDIC disponibilizou R$ 1 milhão.

Após a conclusão do projeto piloto, cerca de 400 empresas serão atendidas, o que ocorrerá a partir de julho. 

Nesta fase, serão investidos R$ 8 milhões em recursos provenientes de parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e também do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

"Melhorar a produtividade é melhorar a competitividade de nossas empresas. Neste sentido, a expansão do Brasil Mais Produtivo, em eficiência energética e tecnologia, é um salto extraordinário no programa. 

É uma importante iniciativa do governo para que a indústria brasileira seja cada vez mais competitiva no mercado externo", disse o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet.

Tecnologia

A expansão do programa também prevê ações no eixo “digitalização e conectividade”, levando às empresas participantes técnicas de digitalização de todo ou parte do processo produtivo. 

Na prática, os consultores aplicarão soluções utilizando plataformas tecnológicas como: 

aplicação de realidade aumentada no chão de fábrica; 
gerenciamento remoto; 
implementação da internet das coisas na linha de máquinas e big data.

Esses mecanismos permitirão, por exemplo, a tomada de decisão automatizada para regulação da linha de produção, permitindo aumento do rendimento e da produtividade e ajustes rápidos dos parâmetros para economia de recursos.

Atualmente, dez empresas passam por etapa piloto do programa na área de tecnologia, para a qual foram investidos R$ 2 milhões pelo Senai. Esta fase deve durar todo o ano de 2017. 

A partir de janeiro de 2018, serão inseridas 30 novas empresas participantes. Serão selecionadas indústrias que produzem equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos. 

O custo estimado do investimento será de R$ 150 mil por participante, com recursos do Ministério da Saúde.

“Nesse eixo, o programa busca enfrentar os desafios da indústria 4.0, uma vez que estamos propondo qualificar o processo produtivo com tecnologia de ponta”, disse o ministro Marcos Pereira. 

A metodologia poderá ser aplicada em qualquer setor e a expectativa é que outros segmentos da indústria possam ser integrados ao programa futuramente.

“Estamos caminhando lado a lado com o setor produtivo brasileiro, buscando reduzir a burocracia, ampliar os programas de apoio à competitividade, desenvolver políticas que ofereçam previsibilidade, segurança jurídica e condições reais e sustentáveis de crescimento econômico. 

Considero que, com a expansão do Brasil Mais Produtivo, consolidamos mais uma etapa deste que é o nosso maior compromisso com a indústria brasileira”, concluiu.

Transparência

Todos os detalhes das ações desenvolvidas agora estão disponíveis na internet, no site www.brasilmaisprodutivo.com.br

O novo portal entrou no ar ontem, no final do dia. Agora, qualquer cidadão pode verificar pelo site os resultados do programa e dos recursos investidos. 

O portal traz ainda cases de sucesso, formulário para que empresas interessadas em participar possam se cadastrar, entre outras facilidades.

Balanço

Durante o primeiro ano do Brasil Mais Produtivo, o alvo foram negócios em quatro setores (metalmecânico, vestuário e calçados, moveleiro, alimentos e bebidas). 

Os resultados apresentados demonstraram a eficiência do programa. Em média, as empresas atendidas tiveram ganhos de 52,9% em produtividade.

Entre abril de 2016 e abril de 2017, 550 empresas de todos os estados brasileiros tiveram seu atendimento concluído por mais de 500 consultores do Instituto Senai de Tecnologia e das unidades do Senai. 

Outras 1.102 empresas estão em atendimento.

Os consultores foram treinados para aplicação de ferramentas focadas no processo produtivo. 

Foram feitas intervenções para aumento da produtividade da indústria, por meio da redução dos sete tipos de desperdícios mais comuns: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.

Em dois anos, estão previstos investimentos de R$ 50 milhões, sendo que o custo de cada empresa é de R$ 18 mil - destes, R$ 15 mil aportados pelos realizadores do programa. O restante é contrapartida do participante.

Ao final, a avaliação dos resultados é realizada a partir de quatro indicadores: 

Produtividade (aumento da quantidade de unidades produzidas em um espaço de tempo); 
Movimentação (a diferença entre o tempo de movimentação dentro da empresa antes e depois do programa); 
Qualidade (a diferença entre o retrabalho antes e depois do programa) 
e Retorno financeiro (diferença entre o retorno financeiro e o que foi investido no programa).

Podem se candidatar ao Brasil Mais Produtivo as empresas industriais com produção manufatureira, de pequeno e médio portes, que tenham entre 11 e 200 empregados e, preferencialmente, estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou aglomerações produtivas. 

O cadastro deve ser feito pela empresa na página do programa na internet, detalhando o setor e a localidade em que atua, além do número de funcionários.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC 
(61) 2027-7190 e 2027-7198 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Os cinco R’s do setor elétrico para um planeta mais sustentável

Fonte: Procel Info 


A mitigação de carbono e o cuidado com o desenvolvimento econômico e social das comunidades, se tornaram as principais preocupações das corporações mundiais. 

Para se aproximar deste objetivo as empresas introduziram cinco importantes mudanças de comportamento. 

Trata-se da política dos cinco R’s - repense, recuse, reduza, reuse e recicle –, possíveis pilares que buscam tornar o planeta Terra mais sustentável.

Cada indivíduo também pode adotar uma dessas formas e inserir na sua rotina. Ações que vão desde o consumo de produtores locais, segregação de recicláveis e dar novos usos a materiais descartados. 

As empresas, por meio de sistemas de produção e distribuição mais eficientes, devem buscar o uso racional dos recursos naturais, a minimização dos impactos ambientais e a conservação da biodiversidade, num contexto de estratégia empresarial voltada para a sustentabilidade.

O setor elétrico é o grupo econômico que mais busca oportunidades e enfrenta desafios para incorporar a sustentabilidade aos seus valores. 

De acordo com o último levantamento do Ministério de Minas e Energia, em 2015, a geração de energia elétrica oriunda de fontes não renováveis representou 75,9% na matriz elétrica mundial. 

E como elas podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa adotando os 5 R’s?

1º REPENSAR ações e equipamentos utilizados na rede elétrica – atualmente, no Grupo CPFL Energia, cerca de 300 clientes têm instalados em suas residências placas fotovoltaicas. 

Eles estão gerando sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis. Estimular a micro geração distribuída, e a forma de levar o excedente de energia para a rede de distribuição, ampliando a oferta. 

Outra maneira positiva de atuar é repensando a utilização de equipamentos. Ao usar os transformadores verdes, a CPFL reduz riscos de acidentes ambientais. 

A substituição do óleo isolante mineral, o ascarel, usado no sistema de refrigeração dos transformadores, pelo óleo isolante vegetal biodegradável, reduz o tempo de degradação do óleo no solo de 15 anos para 45 dias.

2° RECUSAR os famosos “gatos”, identificá-los e regularizá-los – uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da distribuidora de energia elétrica é crime previsto no Código Penal e a reclusão pode chegar a quatro anos. 

Existem casos em que se rompe os lacres do relógio medidor, sobrecarregando o sistema elétrico e provocando interrupções no fornecimento de energia. A regularização não só traz cidadania, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade. 

No Brasil, o prejuízo com este tipo de prática chega a R$ 8 bilhões. 

O Programa de Eficiência Energética da CPFL Energia, em 2016, investiu R$ 5,2 milhões nesta ação, beneficiando 1.950 clientes residenciais de baixo poder aquisitivo, promovendo ações educacionais sobre o uso consciente de energia elétrica.

3° REDUZIR o desperdício de energia elétrica – preservar os recursos naturais e promover educação para o uso racional de energia elétrica. 

Esses são os objetivos dos programas de eficiência energética das distribuidoras brasileiras. Pela lei, elas devem aplicar 0,4% de sua receita operacional líquida em ações que evitem o desperdício. 

Graças a aplicação dos projetos de eficiência energética. De 2008 até junho de 2016, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contabilizou uma economia de 4.629 GWh ao longo dos anos. 

4° REUTILIZAR material em benefício da população – equipamentos oriundos da rede elétrica e não mais utilizados, como postes e cruzetas de madeira, com o passar do tempo, devem ser trocados e seu descarte deve ser adequado. 

Num bom exemplo dessa ação, desde 2014, a CPFL, em parceria com a Prefeitura Municipal de Várzea Paulista, transforma cruzetas em bancos, que são distribuídos durante a revitalização de praças na cidade. 

Além disso, a adoção de uma logística reversa, para a reforma de medidores e transformadores, evita custos e contribui para o reaproveitamento por terceiros. 

É feita a triagem nas bases operacionais, os equipamentos sem possibilidade de recuperação são retirados e destinados para aterros industriais, que comercializam a sucata para fabricantes de panelas, móveis e confecção de cercas. Os materiais bons permanecem, são recuperados e retornam ao estoque.

5° RECICLAR por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), decorrente da Lei nº 12.305 – as empresas podem dar o devido retorno de peças e equipamentos retirados de serviço, a partir de processos que descontaminam e evitam danos ao homem e ao meio ambiente. 

Equipamentos e peças que não possuem qualidade suficiente para serem reutilizados, como porcelanas de isoladores, alumínio de cabos e luminárias, metais componentes de transformadores, vidro de lâmpadas, passam por um processamento, são classificados e viram matéria-prima para a indústria. 

Os materiais são destinados para setores diversos como construção civil, indústria cerâmica e metalúrgica, entre outras. A comercialização desses insumos gera recursos, que tornam toda a cadeia sustentável.

A adoção dessas medidas pode concretizar a sustentabilidade nas políticas de qualquer empresa, independente do seu negócio. 

Integrar em seus processos de tomada de decisão, considerações ambientais e sociais, desde as fases de projeto até a construção e operação dos seus empreendimentos, fortalece o RESPEITO e o caminho para o reconhecimento de uma empresa social e ambientalmente responsável.

*Artigo de Rodolfo Nardez Sirol, Diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente da CPFL Energia

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pesquisadores amazonenses criam tomada que reduz consumo de energia


Pesquisadores do MIT trabalham na execução do projeto e 
estão em contato com fábricas para implantar a proposta – 
Divulgação

Para monitorar os custos de energia elétrica dos equipamentos e eletrodomésticos dentro de casa em tempo real, pesquisadores amazonenses desenvolveram um projeto que pretende ajudar os consumidores na identificação e monitoramento dos custos a partir da instalação de uma “tomada inteligente”. 

O protótipo criado em um projeto iniciado em novembro do ano passado já está pronto e em fase de testes para ser comercializado no mercado.

Uma equipe de pesquisadores do Manaus Instituto de Tecnologia (MIT) trabalha na execução do projeto e está em contato com empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) para implantar a proposta.

De acordo com o coordenador, Marivan Gomes, a iniciativa visa dar um retorno para a sociedade do que é desenvolvido nos laboratórios do instituto. 

“Este é um projeto com viés social porque pretende diminuir o consumo de energia do cliente final. 

Atualmente, a taxa de energia elétrica está mais cara, então nós tendemos a gastar mais e, no final do mês, não conseguimos pagar por esse consumo. A tomada inteligente vai monitorar o consumo diário do consumidor fazendo com que ele limite o gasto para pagar as contas ao final do mês”, destacou.

Praticidade

Com a “tomada inteligente” o cliente poderá ter comodidade de estar gerenciando os gastos com energia de sua própria casa, com a conscientização do consumo de energia elétrica e monitorar o consumo por meio do aplicativo.

O desafio de implementar a proposta também está sendo vivenciado por acadêmicos de universidades de Manaus.

Para o estudante de engenharia Jonhy Cavalcante, o projeto é importante. “Hoje em dia, tudo é eletrônico. Então é um projeto muito bom para sociedade como forma de ajudar o consumidor a gastar menos a partir do monitoramento de gastos de energia elétrica. Com a tomada conectada ao aplicativo, o consumidor saberá qual o equipamento utiliza mais energia elétrica e, assim, poderá gerenciar esse consumo no dia a dia”, concluiu.



Projeto já está pronto e em fase de testes para ser 
comercializado no mercado – Divulgação

Resultados são imediatos

O Manaus Instituto de Tecnologia (MIT) é um centro de pesquisa do Amazonas composto por pesquisadores de diversas instituições de ensino do Estado, além de possuir parcerias com centros de pesquisa de outros países.

O objetivo é promover oo desenvolvimento científico, tecnológico, ambiental e social do Amazonas com o apoio de instituições públicas e privadas.

Inovação

Por meio de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o MIT busca gerar resultados imediatos e inovadores no processo de produção das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), incentivadas pela Lei de Informática. 

O MIT é uma entidade de direito privado e sem fins lucrativos.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Marinha do Brasil lança projeto pioneiro em gestão e eficiência energética

Autoridades no lançamento do projeto

A crescente demanda energética das instituições conflita, cada vez mais, com a necessidade da adoção de modelos de consumo de energia mais eficientes, sustentáveis e que demandem menos recursos financeiros. 

Pensando nisso, a Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando de Operações Navais (ComOpNav) lançou em março deste ano um projeto pioneiro de gestão e eficiência energética, o CON ENERGIA.

O CON ENERGIA tem por objetivo principal a redução de custos da MB com energia elétrica, além da criação de alternativas voltadas para o aprimoramento e a implementação de ações que insiram a Força em um ambiente de gestão inteligente de energia.

Inicialmente, um projeto piloto será implantado na Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ com a parceria de grandes empresas do setor energético brasileiro, tais como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia).

Os conhecimentos adquiridos na condução do projeto CON ENERGIA serão aperfeiçoados, disseminados e aplicados no que couber, em toda MB, após a análise dos resultados obtidos nas fases de avaliação e controle.

O cenário

A análise da Gestão Orçamentária da MB indica que os gastos com energia elétrica em 2016 atingiram um patamar surpreendente, quando comparado com outros gastos fundamentais, como alimentação e combustíveis. 

Ao todo, foram gastos R$ 134 milhões em faturas de energia elétrica junto às concessionárias com as quais a MB possui contratos.

O alto valor apresentado, por si só, justificaria a tomada de ações para o consumo consciente da energia elétrica. 

No entanto, além disso, os incentivos aos novos instrumentos que foram criados pelo setor energético nacional tendem a ampliar o uso de soluções eficientes, eficazes e estruturantes para o gestor, onde, por exemplo, a modalidade de contratação de energia, a previsibilidade de custos e a liberdade de escolha dos fornecedores se apresentam como soluções relevantes e devem ser realidades tangíveis.

Aliado a esses fatores está o fato da MB possuir inúmeras Organizações Militares no País, localizadas próximas a rios, lagos e mares com influências de ventos, sol e mar. 

Tal cenário indica a necessidade de estudos técnicos individualizados compatíveis, que apontem para o potencial das energias renováveis existentes e para o impacto de seus desenvolvimentos nas receitas, para a diminuição de despesas e para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Os pilares

O CON ENERGIA encontra-se estruturado em três pilares e para atuar em todos eles haverá a necessidade de realizar obras e de adquirir bens e serviços, obedecendo às fases de planejamento, execução, avaliação e controle, todas previstas nos futuros convênios, contratos e termos de cooperação técnica. 

São eles:

1) Mercado Livre

O Mercado Livre de energia elétrica ou Ambiente de Contratação Livre (ACL) é um ambiente em que os consumidores podem escolher livremente seus fornecedores de energia, exercendo seu direito à portabilidade da conta de luz. 

Além disso, os participantes podem negociar livremente todas as condições comerciais, como fornecedor, preço, quantidade contratada, período de suprimento e condições de pagamento, entre outras condições;

2) Eficiência Energética

O conceito de Eficiência Energética consiste em primeiro, realizar o diagnóstico do consumo, identificando aqueles utilizadores que mais oneram a conta e, em seguida, realizar um conjunto de medidas que reduzam a quantidade de energia consumida, como substituição de equipamentos, alteração do regime de funcionamento, etc; e

3) Geração Distribuída

A Geração Distribuída é a produção de energia elétrica por meio de tecnologias de pequena escala conectadas diretamente no sistema de energia elétrica de distribuição, sem a necessidade de extensas redes para sua transmissão. Esse mecanismo pode gerar excedentes energéticos comercializáveis que podem ser utilizados em unidades consumidoras diferentes das instalações do consumidor final.

Os resultados esperados

Com este projeto pioneiro, a MB espera, em curto prazo, uma redução aproximada de 25% de gastos com o consumo de energia elétrica após o inicio da execução do CON ENERGIA, considerado somente o primeiro pilar - Mercado Livre de Energia. 

Os outros pilares podem contribuir com mais 25%, dependendo do tamanho da iniciativa empreendida, tanto em Eficiência Energética, como em Geração Distribuída.

Os outros resultados esperados são: a gestão elétrica eficiente, o desenvolvimento de novas tecnologias, a previsibilidade orçamentária e, como ápice da execução do Projeto, a busca pelo alcance da auto-suficiência energética.

O pioneirismo

O direcionamento para o mundo da Eficiência Energética e das energias renováveis coloca a MB em posição de destaque no âmbito do desenvolvimento energético do País. 

O CON ENERGIA torna-se uma ação de vanguarda e uma iniciativa alinhada com soluções de alto nível para a resolução do problema no âmbito da MB. 

O pioneirismo do Projeto, ao aplicar o modelo de gestão de energia apresentado no âmbito das Forças Armadas, coloca a iniciativa na posição de vitrine para outras instituições. 

É importante observar que a redução de gastos com energia elétrica não implicará em redução das atividades desenvolvidas dentro da Força, uma vez que, as medidas de gestão inteligente atreladas ao uso de novas tecnologias permitirão alcançar resultados surpreendentes, sem prejudicar as tarefas hoje desenvolvidas.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Com apoio do MCTIC, soluções sustentáveis estão se espalhando por todo o Brasil

Fonte: Procel Info

Reprodução Internet

Distrito Federal - A Universidade Federal de Santa Catarina construiu um centro de pesquisa com painéis fotovoltaicos instalados na cobertura capazes de gerar energia solar suficiente para o funcionamento do prédio. 

A energia excedente abastece um ônibus que circula pelo campus da universidade. 

No Pará, um barco solar transporta passageiros e cargas entre a Ilha das Onças e a capital Belém. Além disso, contribui para o monitoramento de áreas protegidas.

Esses são dois exemplos de soluções que reduzem os impactos ambientais e melhoram a vida da população. 

Elas fazem parte do Programa de Tecnologias para Cidades Sustentáveis, lançado em 2012 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). 

Dividido em quatro eixos temáticos – 

construções sustentáveis, 
mobilidade e transporte coletivo, 
saneamento ambiental 
e sistemas sustentáveis de energia –, ele já tem resultados.

"Essas ações representam avanços na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável e uso da energia de fontes renováveis no país", afirma o coordenador-geral de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do MCTIC, Guilherme Wiedman.

Inaugurado em 2015, o Centro Multiusuário de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica (Fotovoltaica) da UFSC recebeu R$ 3,6 milhões do MCTIC para ser implementado. 

Segundo Wiedman, trata-se do primeiro centro de pesquisa desse tipo no Brasil que, além de ser 100% alimentado por energia solar fotovoltaica, gera mais do que consome. 

"É um centro de pesquisa e inovação importante para o setor, principalmente considerando-se o potencial não aproveitado dessa fonte de energia no Brasil."

Toda a energia utilizada pelo complexo é gerada por painéis fotovoltaicos instalados na cobertura do edifício, e a energia excedente serve para abastecer um ônibus que liga o campus da UFSC ao Sapiens Parque. 

O chamado E-Bus foi desenvolvido pela equipe da Fotovoltaica e comporta até 38 passageiros em cada viagem. O MCTIC apoiou o desenvolvimento do projeto com R$ 1 milhão.

"O veículo faz o percurso de 50 quilômetros [de ida e volta] entre o campus da UFSC e o Sapiens Parque com redução de um terço do tempo antes gasto para o deslocamento. 

Além disso, o ônibus parece um escritório, com cadeiras e conexão Wi-Fi. Nele, as pessoas podem trabalhar, fazer reuniões e estudar", destaca o coordenador do projeto, Ricardo Rüther.

Considerado puro, o veículo possui apenas tração elétrica e foi desenvolvido com tecnologia brasileira. 

É o primeiro ônibus elétrico do país movido a energia solar. Quando está parado no trânsito, não há consumo de energia como acontece com os veículos com motores movidos a combustão. 

Além disso, o gasto com cada trecho é de R$ 18, enquanto o mesmo percurso, em um veículo movido a diesel, é de R$ 60. 

Já a tecnologia de frenagem regenerativa gera energia, que é injetada nas baterias, aumentando a autonomia do ônibus. 

A previsão é que o veículo entre em funcionamento regular a partir de abril.

Barco solar

Aurora Amazônica é um barco solar que faz o trajeto entre a Ilha das Onças e a Belém (PA) desde outubro de 2015. 

Desenvolvido por meio de uma parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia (INCT/EREEA), é uma alternativa para o transporte de pessoas e cargas, ecoturismo e monitoramento de áreas protegidas. 

Até 22 passageiros são transportados em cada viagem do barco, que dura cerca de 30 minutos.

"Ao longo do tempo, as energias renováveis estão se tornando cada vez mais baratas do que as energias convencionais, que são baseadas em combustíveis fósseis. 

Além disso, há uma abundância dessas fontes energéticas renováveis na nossa região, o que favorece a aplicação delas", explica o coordenador do Grupo de Estudo e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas da Universidade Federal do Pará (Gedae/UFPA), João Pinho.

Também participaram da iniciativa a Fotovoltaica da UFSC; o Grupo de Energia, Biomassa e Meio Ambiente da UFPA; o Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (LSF/USP); o Grupo de Energias Alternativas (General) da UFSC; e o Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Labsol/UFRGS).

Em Brasília (DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha na implementação de pequenas usinas geradoras de energia solar fotovoltaica para iluminar escolas e prédios de órgãos públicos, com recursos oriundos do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF, na sigla em inglês). 

O primeiro passo é a capacitação de mão de obra para a instalação e manutenção dos painéis solares. A partir do segundo semestre de 2017, a primeira planta deverá estar ativa, atendendo dez escolas públicas.

"Pretendemos elaborar uma política de energia solar para o DF de forma que possamos ampliar essa iniciativa. A ideia é que as escolas selecionadas para essa experiência-piloto sejam próximas. 

Se os resultados forem bons, vamos dar escala para atender outras unidades de ensino, além dos prédios públicos", disse a coordenadora do projeto e subsecretária de Administração Geral da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do DF, Nazaré Soares.

Plataforma digital

O Fundo Mundial para o Ambiente é um programa global que auxilia 183 países na implementação de projetos voltados para a proteção do meio ambiente e da biodiversidade. 

Nos próximos anos, o GEF vai investir US$ 20 milhões em iniciativas brasileiras. Uma delas está sendo desenvolvida pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com apoio do MCTIC. 

A instituição trabalha na construção de uma plataforma digital para incentivar prefeituras e a sociedade a adotarem práticas sustentáveis.

O Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis pretende promover o intercâmbio de metodologias para que municípios possam aplica-las de acordo com a sua realidade. 

A ferramenta, que começará a ser construída nos próximos meses, será baseada em 24 indicadores municipais, entre acesso a saúde e educação, violência, renda e inclusão digital.

"O que buscamos é ajudar as cidades a fazer um planejamento integrado de longo prazo, levando em conta questões inerentes aos espaços urbanos: saneamento, trânsito, uso da água, entre outros. 

O mais interessante é que as cidades vão poder ter acesso a soluções empregadas por outras de perfil socioeconômico similar e adaptar às suas realidades", avalia o assessor do CGGE, Cristiano Cagnin.

O Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis é parte de uma iniciativa maior do GEF, que pretende criar um repositório global para soluções sustentáveis. 

"O Banco Mundial quer fazer uma plataforma global e, para que ela funcione, depende das plataformas locais, dos parâmetros que as cidades em diferentes países podem oferecer. Uma solução implementada no Brasil pode ser replicada em outros lugares do planeta", completou Cagnin.

Despoluição do rio Capibaribe

Um dos principais problemas do Recife (PE) é o escoamento de esgotos clandestinos no rio Capibaribe. Dejetos, sujeira e muitos poluentes químicos são despejados no curso d'água sem qualquer tipo de tratamento. 

Para sanar problemas como o mau cheiro e a contaminação, a prefeitura e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão desenvolvendo um sistema de jardins filtrantes – projeto também financiado pelo GEF. 

O método criado pelo francês Thierry Jacquet foi empregado para despoluir o rio Sena, em Paris.

O projeto consiste na utilização de plantas para filtrar os poluentes químicos do rio. Quando a água passar pelas "estações de tratamento", as raízes de cerca de 40 espécies da região vão retirar os compostos inadequados, melhorando a qualidade da água ao longo do rio, fortalecendo o desenvolvimento da biodiversidade.

"Nosso principal objetivo é fazer o tratamento da água em áreas de esgoto clandestinos que deságuam no Capibaribe. 

As espécies de plantas que selecionamos retiram os poluentes e oxigenam a água. Isso vai trazer biodiversidade para a região dos jardins e eliminar o odor. 

Em Paris, por exemplo, só cinco espécies de peixe viviam no rio antes do tratamento; agora são 30", destacou a pesquisadora Mariana Amazonas, coordenadora do projeto.

Inicialmente, serão construídas duas unidades de jardins filtrantes nas margens do Capibaribe. 

A previsão é que eles sejam concluídas em 2018. "Assim que ficarem prontos, já poderão ser utilizados. 

Esperamos que esse projeto seja uma referência para outras cidades do Brasil", completou.

* Com informações do MCTIC


terça-feira, 18 de abril de 2017

Programa de Eficiência Energética é inaugurado na Unisul

Ciência e Tecnologia 


O Programa de Eficiência Energética da Celesc (PEE) investiu cerca de meio milhão de reais na Unisul Unidade Pedra Branca. 

O recurso destinou-se à substituição de 1.618 lâmpadas fluorescentes tubulares por LEDs tubulares nos blocos F, G e H, e à instalação de placas fotovoltaicas com previsão de 55,02 MWh/ano de energia. 

A inauguração do Projeto ocorreu no dia 4/4, às 14h, no hall do Bloco G. 

A Unisul recebeu subsídios para o sistema fotovoltaico de geração de energia pelo PEE Celesc.

O Programa é patrocinado pela Agencia Nacional de Energia (Aneel) e a Celesc, contou com dois parceiros para sua implementação na Unisul. 

O Grupo de Pesquisa em Energias Alternativas e Renováveis do curso de Engenharia Elétrica (GPEAR), do campus da Grande Florianópolis, coordenado pelo professor doutor João Luiz Alkaim, em parceria com a Graphus Energia e Engie Solar submeteu o projeto em outubro de 2015. 

Entre os 35 projetos concorrentes do Estado de Santa Catarina ao subsídio, nove foram contemplados. Ao longo de 2016, o Projeto de Eficientização foi implantado nos blocos F, G e H da unidade Pedra Branca. 

Toda a estrutura física do projeto foi finalizada em fevereiro de 2017, restando ainda um ano de medições e verificações para então haver a validação total do projeto. A redução planejada da demanda é de 41,5 kW e a energia a ser economizada de 142,76 MWh/ano.

O investimento subsidiado foi de R$ 530.360,64, com uma economia prevista de R$ 88.365,99/ano.

O objetivo do PEE Celesc subsidiado pela Aneel é promover a disseminação dos conceitos e procedimentos referentes à conservação de energia , eficiência energética e otimização energética de equipamentos. 

Com a popularização dos conceitos de eficientização energética , a ideia é que haja redução do desperdício de energia elétrica , fato que possibilitará a economia na realização de novos investimentos para a expansão do sistema elétrico.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Redução do consumo de energia em conjunto industrial

São Paulo – Em artigo, gestores da AES Eletropaulo explicam projeto de eficiência energética que proporcionou economia de 671,5 Mwh em complexo fabril.


São Paulo - Em 2014, a AES Eletropaulo publicou a primeira chamada pública para seleção de projetos de eficiência energética, disponibilizando R$ 6,8 milhões para a iniciativa. 

O projeto de eficiência energética apresentado a concessionária pela Polimold, maior fabricante de porta moldes da América Latina, foi aprovado e focou na modernização do sistema de iluminação e de ar condicionado e reparos no sistema de ar comprimido no polo fabril da companhia.

A iluminação ineficiente foi substituída por luminárias de elevada eficiência com lâmpadas fluorescentes tubulares do tipo TS. 

Em quatro unidades fabris, além da eficientização da iluminação artificial, foi instalado um sistema de iluminação natural, denominado Solar Tube, que conduz a luz do dia para os ambientes através de tubos. 

Os 16 equipamentos de ar condicionado existentes foram trocados por aparelhos novos com Selo Procel de Economia de Energia. 

Já os equipamentos de ar comprimido foram considerados eficientes, não sendo viável sua substituição. 

No entanto, foram identificados vazamentos na linha de distribuição, cuja eliminação garantiria o alívio do sistema e a economia de energia.

A implantação do projeto demandou R$ 956 544,55. 

Desse total, R$ 728 479,93 foram provenientes do PEE Programa de Eficiência Energética e o restante, R$ 228 064,62, foi investido pela Polimold.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista Eletricidade Moderna - Fevereiro 2017.pdf

terça-feira, 11 de abril de 2017

MAPA SOLAR DO GOOGLE MOSTRA POTENCIAL DE ENERGIA SOLAR EM CIDADES NORTE-AMERICANAS

Você já pensou se vale a pena instalar placas de energia solar no telhado na sua casa? O engenheiro de software Carl Elkin – um funcionário do Google – criou um projeto que pode te ajudar a responder a essa pergunta.


O Project Sunroof foi desenvolvido nas horas vagas do trabalho na empresa – que incentiva os colaboradores a se dedicarem a projetos pessoais. Elkin, vendo o potencial sustentável e de economia que a energia solar traz, resolveu criar esse sistema. 


Basicamente, ele usa o Google Maps para responder perguntas como: “Vale a pena instalar placas fotovoltaicas?”, “Qual o melhor lugar do telhado para fazer a instalação?”, “Será que a economia vai compensar os gastos?”

O Project Sunroof utiliza as imagens de satélite do Google Earth combinadas com os mapas do Google Maps. A partir disso, calcula o potencial de geração de energia de um painel solar na sua casa, revelando inclusive quanto você poderá economizar.

Ficou curioso para saber mais informações a respeito desse projeto voltado à energia solar?


Confira como o Google se envolveu no Project Sunroof.





A empresa criará um modelo em 3D do telhado das casas – e isso será possível graças às imagens em alta resolução gerados pelos novos satélites que ela tem acesso.


Logo em seguida, um algoritmo realizará os cálculos a fim de descobrir qual o potencial de geração de energia solar do local. Além disso, também será levado em conta algumas variáveis que podem diminuí-lo – entre eles, prédios ou árvores que fazem sombra na casa.

Depois de todo esse processo, o algoritmo combinará os resultados com informações relacionadas a padrões de temperatura, formação de nuvens e outras questões que podem impedir a incidência de energia solar nos telhados.

Por fim, todos os resultados levantados mostrarão quantas horas de sol poderão ser convertidas em energia, bem como qual a localização no telhado é melhor instalar a placa solar. Vale ainda destacar que o programa ainda dará uma base de quanto de economia será possível realizar ao longo de 20 anos.

Bastante coisa, não é mesmo?! Justamente por toda essa complexidade, o projeto de energia solar do Google funcionará apenas em duas cidades do Estados Unidos: São Francisco e Boston. No entanto, a tendência é que a cobertura seja ampliada com o passar do tempo.
Agora, resta torcermos para que esse projeto ou algum outro parecido venha ao Brasil! Afinal de contas, precisamos de mais medidas de incentivo a projetos de placas de energia solar.





Se deseja acompanhar mais notícias referentes a esse universo, não esqueça: Acompanhe todas as novidades disponíveis no Portal Solar! 


Caso deseje ingressar de vez nesse tipo de energia sustentável e ajudar o planeta e o seu bolso, fique ciente que o nosso site do Portal Solar te coloca em contato com os melhores fornecedores de placas solares do mercado.

Ficou curioso? Entre no site Portal Solar agora mesmo e conheça mais detalhes a respeito do assunto. Você não irá se arrepender!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fundo privado capta milhões para poupar energia



A empresa liderada por Fernando Esmeraldo está a ultimar 
a criação do novo veículo

JOSÉ CARIA



Por Michel Prado



ECS prepara fundo através do qual investidores poderão aplicar até €100 milhões a médio prazo. EDP é parceira no projeto.

A sociedade gestora de fundos de capital de risco ECS está a preparar o lançamento de um fundo de investimento para financiar projetos energéticos em Portugal, tais como instalações de energia solar nas empresas e investimentos em ações de eficiência energética, apurou o Expresso.

O objetivo é permitir às empresas portuguesas ter acesso a soluções que reduzam a sua fatura elétrica, sem que essas sociedades tenham de fazer qualquer investimento que possa penalizar a sua tesouraria. 

As empresas beneficiárias apenas terão de entregar ao fundo um montante equivalente a uma parte da poupança que conseguirão por via da produção própria de energia ou da alteração de tensão no abastecimento de eletricidade. A forma como o fundo cobrará a partilha dos benefícios (ou seja, como o fundo será remunerado) será negociada caso a caso.

Questionada sobre este projeto, a ECS confirmou que “está a trabalhar no desenvolvimento de um fundo que tem como objetivo estimular e aproveitar o potencial energético do país e a eficiência energética, no qual o parceiro tecnológico será a EDP”.

O Expresso sabe que a empresa presidida por Fernando Esmeraldo já fez uma pré-seleção, juntamente com a EDP, de alguns projetos que poderão ser financiados pelo novo fundo. 

E alguns deles serão realizados em empresas que compõem a atual carteira de participações gerida pela ECS. Globalmente, a expectativa dos promotores é que a médio prazo, num horizonte de três a cinco anos, este veículo venha a aplicar cerca de €100 milhões.

Para avançar com este novo fundo para a energia, que deverá estar operacional num horizonte de três meses, a ECS já começou a sondar um conjunto de investidores, sobretudo institucionais (incluindo bancos), que irão subscrever as unidades de participação. 

Quando a angariação do investimento estiver concretizada, o fundo avançará para os primeiros projetos.

Não é a primeira vez que uma empresa em Portugal tenta reunir investidores para financiar instalações de energia solar para terceiros. A Ikaros Hemera, uma participada de Miguel Pais do Amaral, tem apostado nessa estratégia, mas a cada projeto aloca um determinado investidor. 

Já o projeto da ECS assenta na ideia de juntar os investidores num só fundo e distribuir o seu capital por diversos empreendimentos, o que permitirá minimizar riscos em projetos que possam correr mal (por exemplo, uma eventual falência de uma das empresas que recebem os investimentos).

O desenvolvimento de projetos para terceiros foi, na última década, uma das áreas de negócio emergentes no sector energético. 

Mas algumas empresas de serviços energéticos acabaram por se confrontar com dificuldades para pôr em marcha os seus projetos em Portugal, sobretudo tendo em conta as dificuldades financeiras do país após 2011.

O contexto atual é outro. A queda nas taxas de juro deixou os tradicionais depósitos a prazo com níveis de retorno próximos do zero, aumentando o apetite dos investidores por produtos alternativos, com rendimentos mais altos. 

Por outro lado, a acentuada redução do custo dos equipamentos fotovoltaicos pode criar o ambiente ideal para reavivar o mercado dos serviços energéticos empresariais.

COMO FUNCIONA

Os investidores
Várias entidades subscreverão participações no fundo, comprometendo-se a investir um certo montante, que será desembolsado à medida que os projetos avancem

Os projetos
A ECS, gestora do fundo, e a EDP, parceira tecnológica, irão selecionar as empresas em que faça sentido investir em painéis solares, adaptação de tensão ou outras soluções

O retorno
As empresas escolhidas baixam a sua fatura, pagando ao fundo uma parte do montante poupado. O contrato dura mais ou menos anos consoante a percentagem partilhada seja menor ou mais elevada




quarta-feira, 5 de abril de 2017

Troca de motores traz ganho de eficiência

Lucas Lemos [Canal Içara]
Com informações de AtitudeCom

De acordo com Ministério de Minas e Energia, o setor industrial consome 43,7% da energia do país, dos quais, 68% com a força motriz, sendo 30% por motores elétricos. 



A substituição destes equipamentos por motores de alta eficiência, com maior presença de cobre, pode ser uma alternativa de economia e aumento da produtividade.

A aquisição de equipamentos não pode ser uma escolha baseada apenas no menor preço. 

A orientação do Instituto Brasileiro do Cobre é considerar também o custo total durante a vida útil do bem, o consumo de energia e a manutenção. 

Atualmente, a venda de motores novos no Brasil equivale à quantidade de motores reformados.

Mas, a cada reforma estima-se que a perda de eficiência energética seja de 3%. 

Além dos motores, sistemas elétricos, geradores, transformadores de distribuição e até eletrodomésticos, se mais eficientes, poderiam contribuir para a redução do consumo de energia elétrica a um custo 70% menor que a do investimento em geração de energia.

A campana de conscientização da Procobre faz parte da missão do instituto em gerar demandas para os produtos de cobre. 

A proposta é difundir também informações sobre os atributos técnicos, científicos e as contribuições do cobre para a formação e preservação da vida, gerar pesquisas, desenvolver processos e produtos tecnológicos e criar novos usos ao metal.


Fonte: www.canallicara.com